Arquivo da categoria: Direito Ambiental

NAZISMO ANIMAL

Semana passada fui ao cinema com meu marido assistir ao filme “Planeta dos Macacos – A Origem”. O filme é muito bom, recomendo, me gerou muitas reflexões sobre a interação entre os homens e os animais.

Existe uma divisão cognitiva absurda, sem lógica, nazista no meu ponto de vista, entre o conceito de homem e o conceito de animal. O nazismo tem como premissa básica o fato de uma raça autodeterminar-se superior a outras raças. Considero que quando o homem se coloca em um patamar de superioridade em relação aos demais animais, autodeterminando-se uma espécie superior, age sob preceitos nazistas. Sabendo-se que o nazismo é imbuído de preconceitos e dogmas falsos, pode-se concluir que a relação entre os homens e os demais animais é uma relação adoecida, com valores e crenças distorcidos. Diante de tal problemática é visceral o fomento de debates para a conscientização social sobre o compromisso humanos de tratar bem os animais.

Eu sou carnívora, não pretendo deixar de comer frango ou carne de boi, seria hipócrita um discurso neste sentido. Mas não é possível concordar com a forma que os animais vêm sendo tratados, quer seja nos abatedouros, quer seja em zoológicos ou petshops. Há que se desenvolver uma cultura de respeito em relação aos animais. Já existe uma Declaração Universal dos Direitos Animais, proclamada pela Unesco em sessão realizada em Bruxelas, em 27 de janeiro de 1978, cerca de 30 anos depois da Declaração Universal dos Direitos do Homem. Você a conhece? Infelizmente quase ninguém a conhece… Por que será?

Sou levada a acreditar que em virtude de os animais não terem voz, por serem mal representados, e por haver muitos interesses econômicos comprometidos no discurso da proteção de direitos mínimos dos animais, tais discursos não ganham força e notoriedade.

Torço para que chegue logo o dia em que será considerado um absurdo comprar animais de estimação, que será considerado crime contra o planeta a matança de muitos animais e que o ser humano irá perceber que talvez existam espécies com modalidades de inteligências muito superiores a dos humanos, e talvez sejamos bastante primitivos perto de outras espécies.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Direito Ambiental